Domingo, Maio 11, 2008

A Tuberculose na criança e no jovem (parte II)

O diagnóstico da TB (tuberculose) é confirmado por exame bacteriológico directo e cultural e os testes de sensibilidade são realizados apenas para os casos de recidiva (suspeita confirmada de que tem tuberculose mesmo tendo realizado terapêutica que falhou por alguma causa) e nos insucessos terapêuticos, isto é, nos casos que mantêm positiva a presença do bacilo (bacilocospia positiva) ao fim de cinco meses de tratamento.
Existe um laboratório de referência nacional, o INSA - Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge - que é responsável pelo controlo de qualidade.O exame histológico de biópsias é especialmente usado nas formas extrapulmonares.
Na prevenção, a vacinação pelo BCG, de acordo com “Expanded Programe of Immunization” da Organização Mundial de Saúde, é feita:
- em todos os recém -nascidos;
- nas crianças entre os 5 e 6 anos
, quando não são reactivos ao teste de Mantoux;
- e nos jovens entre os 11 e 13 anos de idade, quando não são reactivos ao teste de Mantoux. (em algumas unidades de saúde já não se fazem)
Têm sido levantadas algumas criticas em relação ao teste de Mantoux:
1. Ausência de um valor objectivo de positividade;
2. Diminuição da sensibilidade em grupos de risco para tuberculose;
3. Especificidade condicionada por reacções cruzadas com vacinação com BCG e infecção com micobactérias não tuberculosas;
4. Requerer duas visitas à unidade de saúde e exigir que seja feito por pessoal treinado;
5. Persistem as dúvidas em relação aos testes falsos positivos – que obrigará a tratar indivíduos sem infecção – e aos falsos negativos – com consequente não tratamento de indivíduos realmente infectados.

Tratamento da TB:

O tratamento é habitualmente realizado com três a quatro fármacos (antibióticos específicos) entre os quais se contam a Isoniazida, a Rifampicina, a Pyrazinamida, o Etambutol ou Estreptomicina (HRZ/E ou S) administrados diariamente, durante os primeiros dois meses, seguidos de quatro meses de Isoniazida e Rifampicina (HR) administrados diária ou intermitentemente (a
lgumas variações a este esquema básico são admitidas, dependendo do critério da equipa de saúde, que assiste à criança ou jovem),em doses que variam consante o peso da criança ou jovem. Contudo, para curar a doença, o tratamento deve ser efectuado durante seis meses, no mínimo.

Estes são sempre prescritos em combinação para reduzir o risco da bactéria se tornar resistente a um ou mais medicamentos. Mesmo assim, a resistência a esses
medicamentos vem crescendo. A causa principal da resistência à terapêutica que combate a tuberculose é o tratamento incompleto no caso dos medicamentos não terem sido prescritos ou tomados correctamente,ou então porque o tratamento foi interrompido (Conaty et al., 2004).

A partir do momento em que o tratamento é iniciado, a criança ou jovem normalmente não está mais infectada depois de duas semanas aproximadamente e começa a sentir-se efectivamente melhorada após o período de duas a quatro semanas.
Quando internada fica em quarto de isolamento (de preferência), na companhia da sua mãe ou pai, ou familiar que acompanhará a criança.
O tratamento é o melhor método de prevenir a propagação da TB, mas também é importante ensinar às crianças ou jovens a cobrirem a boca quando tossem. Deve ficar bem clara para os pais a importância de tomar os medicamentos todos os dias durante 6-8 meses, com a supervisão da pessoa que faz o apoio ( a mãe ou o pai) ao tratamento. Por último, são feitas verificações da expectoração a intervalos de cerca de dois meses, para monitorizar o progresso em direcção à cura, quando a criança ou jovem está internado.

"As taxas de prevalência de tuberculose infecção e doença têm declinado em Portugal. No entanto, não devemos esquecer que a pandemia da infecção pelo vírus de imunodeficiência humana, a toxicodependência e más condições de salubridade podem reverter esta tendência.
O rastreio de crianças assintomáticas em contacto com adultos em risco de contrair a doença é crucial pois os casos de tuberculose infantil são devidos a um risco elevado e recente de transmissão na comunidade.

A prevalência de factores de risco e a prevalência de tuberculose infecção nas crianças estudadas foi elevada, mostrando ser eficaz a realização de rastreios em populações de alto risco. O questionário aplicado parece ter tido pouca acuidade
para predizer a presença de infecção/doença, mas boa acuidade para a excluir, quando aplicado a esta peculiar população portuguesa de alto risco. Neste estudo foi difícil detectar as fontes de contágio. No entanto, o tratamento dos casos de tuberculose infecção foi uma mais valia na interrupção do ciclo de infecção, com elevada rentabilidade social e económica" (Pimentel, Teixeira, Varandas e Pimpão, 2007).

O programa de prevenção da TB inclui ainda o rastreio de grupos de alto risco e de contactos de doentes bacilíferos, com instituição de quimioprofilaxia nas crianças com menos de 5 anos de idade.
O rastreio dos contactos tem sido deficiente e a quimioprofilaxia tem sido pouco usada. A avaliação do programa de prevenção da TB tem sido implementada, mas os progressos tèm sido lentos.


Um pouco de História ...
Para se falar em tuberculose em Portugal, não podemos esquecer-nos dos famosos "sanatórios", que eram edifícios (na maioria, transformados em lares de idosos ou não ou ainda abandonados à sua sorte) onde eram tratados os doentes com tuberculose e que se espalharam um pouco por todo o País.
Foi em 1862 que se construiu o primeiro Sanatório para tratamento da tuberculose (TB) no Funchal.
Em 1899, a Rainha D. Amélia patrocinou uma fundação com uma rede de dispensários, hospitais, sanatórios e "preventórios" onde doentes e familiares e outros conviventes de tuberculose eram acolhidos para vigilância e tratamento. Esta fundação tornou-se um instituto público em 1946.

A Luta Contra a Tuberculose beneficiou sempre de grande apoio político, social e público e de generosos financiamentos para toda a assistência gratuita, incluindo o fornecimento dos antibacilares mais recentes: Estreptomicina que foi introduzida em 1949, Rifampicina em 1966, e esquemas de tratamento curto em 1979.
A vigilância epidemiológica iniciou-se em 1951.

O sistema de avaliação evoluiu do processo manual para um sistema de cartão perfurado e depois para um processamento rudimentar usando um computador central.

A ficha estandardizada incluía dados sobre identificação do portador de tuberculose com local de residência, localização da doença, extensão radiológica nos casos pulmonares, resultados dos exames bacteriológicos, classificação como caso novo ou recidiva, dados da vacina BCG e teste de Mantoux assim como o resultado do tratamento. Como os casos eram tratados no sistema público e raramente no sector privado, os dados estatísticos eram fiáveis e representativos da situação epidemiológica. Aceitava-se que mais de 95% dos casos diagnosticados e tratados eram registados.

A integração do Programa Nacional de Luta Antituberculosa nos Cuidados de Saúde Primários, realizou-se em 1984, mas não foi inteiramente satisfatória. O sistema de notificação oficial foi mantido e ainda fornece informação suficiente de todos os doentes diagnosticados. Relatórios anuais têm sido publicados desde 1988.

Em 1991 foi desenvolvido um programa informático para melhorar o sistema existente usando as definições da Organização Mundial de Saúde. Este programa permitiu informação mais detalhada sobre os casos, troca de informação mais rápida e mais fácil e a possibilidade de delinear medidas correctoras à execução do programa.

A Tuberculose em Portugal em 1994.

Em 1994, 75% dos 5619 casos notificados em Portugal, diziam respeito a apenas cinco distritos - Aveiro, Braga, Lisboa, Porto e Setúbal, todos no litoral. Os distritos de Lisboa e Porto contam, cada um, com cerca de 25% do total. A doença é muito menos comum no interior, onde, nas crianças a incidência é ainda muito mais baixa.

Os casos no sexo masculino contaram com 65% do total. A incidência específica por grupos etários foi francamente maior nos grupos dos adultos jovens, como se verifica nos países em desenvolvimento, com taxas também elevadas nos idosos, segundo um padrão de distribuição que se mantém sobreponível ao dos últimos cinco anos (figura 3).

A cobertura vacinal pelo BCG nos recém-nascidos elevou-se, a nível nacional, para 91% a par da melhoria de outros importantes indicadores de saúde infantil. A incidência da TB nas crianças com menos de 15 anos foi de 21/100 000 enquanto a da população geral foi de 51/100 000.

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Tuberculose de 2008, esteve patente ao público de 27 de Março a 2 de Maio, no Museu das Telecomunicações, em Lisboa, a exposição “A luta contra a tuberculose em Portugal”. Organizada pela Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias e pela Fundação Portuguesa das Comunicações, em colaboração com o Museu da Saúde do INSA, a exposição pretendeu “ilustrar os esforços feitos no passado na luta contra a doença em Portugal, bem como sensibilizar o público para o facto da tuberculose permanecer ainda como ameaça universal. A exposição “A luta contra a tuberculose em Portugal” foi visitada por inúmeros portugueses.

Para mais informações, consulte o site do Museu das Comunicações.


Museu das Comunicações

Rua do Instituto Industrial, 16
1200 Lisboa
Tel.: (+351) 213.935.107

Além da colaboração nesta iniciativa, o INSA assinalou este ano o Dia Mundial da Tuberculose com um rastreio para os utentes que se deslocaram às suas instalações no dia 24 de Março, realizado pelo Centro de Diagnóstico Pneumológico da Alameda.

Conclusão

A TB continua a ser um importante problema de saúde em Portugal, pois necessita de uma maior intervenção da Saúde Pública a nível local e distrital nas áreas mais afectadas, particularmente nos distritos de Lisboa e Porto, essencialmente a nível comunitário.

Referências

  1. Direcção-Geral da Saúde. Tuberculose em Portugal, 1993. Lisboa, 1994
  2. Serra T, Lopes H, Salema A. Antunes ML. Tuberculosis Surveillance and evaluation system in Portugal. Tuber Lung Dis 1992; 7: 345 - 8.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

3 º Aniversário do CRIANCICES

Foi no dia de ontem 30 de Abril - há 3 anos - que o CRIANCICES começou a postar na Blogosfera. Para comemorar esta data importante nada mais adequado do que homenagear quem tem seguido a vida deste blog, essencialmente amigos e visitantes que por aqui vão postando os seus comentários, atribuindo um selinho especial a todos eles : o selinho da CAMPANHA DA AMIZADE!

O selo foi atribuído ao CRIANCICES pela Dreamlu, pela Sandrinha e pequeninos e pela educação de infância, a quem desde já agradeço o gesto distinto e gracioso com que o fizeram e, por isso, estas nomeações simbólicas.


"A gente não faz amigos, reconhece-os."
Vinicius de Moraes

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes, (1913 - 1980) foi um diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

RS.

Quinta-feira, Abril 24, 2008

ReflectiR em AbRil ....


Sísifo

RECOMEÇA....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os PASSOS que deres,
Nesse CAMINHO duro
Do FUTURO
Dá-os em LIBERDADE.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a SONHAR e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com LUCIDEZ,
te reconheças...

MIGUEL TORGA


O CRIANCICES deseja a todos: amigos e visitantes um
ÓPTIMO 25 de ABRIL!


Domingo, Abril 13, 2008

Pausa para Premiar ...

Muito Obrigado Dreamlu (Jardim da Alegria)

Muito Obrigado miúda de Aveiro (Jardim dos Pequeninos)

Muito Obrigado Milagre de Vida

Muito Obrigado Miguel (Visão ENFernal da Coisa)

Muito Obrigado Grilinha (Grilices)
Pela Blogosfera decorre uma iniciativa com a finalidade de homenagear blogs amigos que nos visitam ou visitamos e que, de qualquer forma, possuem afinidades connosco.
Nesse sentido, o CRIANCICES foi nomeado pelo Jardim da Alegria, posteriormente pelo Jardim dos Pequeninos, pelo Milagre de Vida, pelo Visão ENFernal da Coisa e pela Grilices, blogs muito bons sim senhora, a quem agradeço a escolha que tiveram, para receber o selinho acima e indicar 7 + 7 + 7 + 7 + 7 blogs, de acordo com as seguintes regras:

1- Este prémio deve ser atribuído aos blogs que gostamos e visitamos regularmente postando comentários;
2- Ao receber o selo "é um blog bom sim senhora!!" devemos escrever um post incluindo: o nome de quem nos deu o prémio com o respectivo link de acesso + a tag do prémio + a indicação de outros 7 blogs;

3- A tag do prémio deve ser exibida no blog.

Segunda-feira, Março 24, 2008

A Tuberculose na criança e no jovem (parte I)

Comemora-se hoje o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose.

Actualmente ainda morrem mais pessoas (incluindo crianças e jovens) vítimas de tuberculose (tuberculose multiresistente), em todo o mundo, do que por outra qualquer doença infecciosa.

A tuberculose (TB) mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano, 98% das quais em países em desenvolvimento.

A Organização Mundial de Saúde estimou a presença de 8 milhões de novos casos de tuberculose activa no mundo somente no ano de 1990, com aproximadamente 2,6 milhões de mortes.

Com o surgimento do Síndrome da Imunodeficiência Humana (SIDA) no início da década de 80, o número de casos da doença aumentou bastante.

A tuberculose é mais comum nas áreas do mundo onde há muita pobreza, promiscuidade, desnutrição, más condições de higiene, incluindo uma saúde pública deficitária.
Os países com maior incidência nesta doença são a Índia, a China, a Indonésia, o Bangladesh, a Nigéria, o Paquistão, as Filipinas, o Congo, a Rússia e o Brasil.


Nesta linha de pensamento não é difícil de concluir que aproximadamente um terço da população mundial encontra-se infectada pelo bacilo da tuberculose (bacilo de Koch).

Em condições favoráveis - contacto provável com adultos tuberculosos, apenas com o bacilo de Koch no pulmão e que sejam bacilíferos, isto é, que eliminem o bacilo no ar, através da tosse, espirro ou fala; quem tem tuberculose noutras partes do corpo não transmite a doença a ninguém porque não elimina o bacilo de Koch através da tosse; os doentes com tuberculose que já estão a ser tratados não oferecem perigo de contágio porque a partir do início do tratamento este risco vai diminuindo dia após dia, tendo em atenção que 15 dias depois de iniciado o tratamento, é provável que o doente já não elimine os bacilos de Koch - a TB afecta 40% dos lactentes, 25% de crianças entre 1-5 anos, 15% dos jovens numa população aproximada de 10% de adultos:

Apesar das dimensões que atinge, esta pandemia foi durante muito tempo esquecida pelas entidades competentes em todo o mundo. Em 1990, o fluxo total da ajuda externa para esta doença diminuiu para uns escassos 16 milhões de dólares por ano.

Este facto levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a tuberculose como uma emergência mundial. Feita há 18 anos atrás, esta declaração foi a primeira do género na história da OMS, tendo gerado um efeito positivo em várias áreas de actuação e junto de várias instituições e financiadores internacionais.

Cerca de dez milhões de tuberculosos completaram com sucesso o tratamento ao abrigo da estratégia DOTS (Directly Observed Therapy Short-Course), uma das mais bem sucedidas iniciativas de saúde pública com baixos custos alguma vez implementada a nível mundial. Esta estratégia não só salvou muitas vidas como reduziu activamente a propagação da infecção.

O número de países que adoptaram e implementaram a estratégia DOTS (Portugal é um deles) atinge já mais de uma centena e meia, cobrindo mais de 60% da população mundial.

A TB na população infantil e juvenil tem preocupado entidades nacionais e internacionais a nível da prevenção na saúde, não só do ponto de vista individual, assim como pela morbidade e sofrimento humano que acarreta e também sob o aspecto colectivo, pois se houver aumento da incidência na infância, significa que as medidas de controle implementadas não são as mais adequadas.

Em Portugal, assistiu-se a uma redução acentuada (cerca de 14%) do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos.

Contudo, a situação é menos favorável nas grandes áreas urbanas de Lisboa, Porto e Setúbal, onde se concentra a maior parte dos casos registados no país e onde o ritmo de declínio é mais lento. Nestas áreas, incidem com particular intensidade os mais determinantes factores de risco, com consequente impacto negativo no sucesso terapêutico e no aumento da resistência aos fármacos (TB multiresistente) .

Em relação à União Europeia, Portugal é um dos países com maior incidência de casos notificados e com maior expressão dos aspectos que lhe conferem o carácter de infecção emergente.

Faz todo o sentido alertar para a necessidade de salvaguardar e manter a operacionalidade dos serviços dedicados à tuberculose, de forma a enfrentar a doença com sucesso. Os quatro principais desafios implementados pelo Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose foram:

  • A implementação da estratégia global DOTS;
  • A implementação dos tratamentos personalizados (estratégia DOTS-plus);
  • A intervenção activa na comunidade para cura e detecção de novos casos;
  • e o Plano de intervenção na co-infecção TB/VIH.

Em Portugal, dos serviços dedicados ao tratamento e prevenção da tuberculose, destacam-se os Centros de Diagnóstico Pneumológico.

O que é então a Tuberculose (TB)?

É pois uma infecção causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de Koch.
A doença costuma afectar os pulmões mas pode, também, ocorrer em outros órgãos do corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges. mesmo sem causar danos a nível pulmonar.

Quais são os sintomas mais comuns?

São essencialmente:

-Tosse persistente, crónica;
-Febre;
-Existência e persistência de suores nocturnos (dos que ensopam o lençol);
-Dores no tórax;
-Perda de peso, lenta e progressivamente;
-Falta de apetite, anorexia, apatia completa para com quase tudo o que está à volta.

Como se transmite a TB?

A transmissão do micróbio da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração, que o faz penetrar no nosso organismo. Quando um doente com tuberculose tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um tuberculoso pode infectar-se

Note-se que um espirro de um doente com tuberculose projecta no ar cerca de dois milhões de bacilos. Através da tosse, cerca de 3,5 mil partículas são igualmente projectadas para a atmosfera.

Prevenir é o melhor remédio?

A prevenção é a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo.
É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose. É, por isso, obrigatória e tomada por milhões de crianças em todo o mundo.

Os doentes com TB devem tratar-se o mais breve possível para que o contágio não prolifere, e as famílias devem estar alertadas para que as crianças e jovens não respirem em ambientes saturados, pouco arejados e pouco limpos.

Bibliografia:


Direcção-Geral da Saúde
Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose
Doenças Transmissíveis
Centers for Disease Control and Prevention – Division of Tuberculosis Elimination -Disponível em Inglês.
Organização Mundial de Saúde – Europa – Centralized Information System for Infectious Diseases – CISIS – Disponível em Inglês, Francês e Alemão.

Stop TB Partnership – Disponível em Inglês.

EuroTB – Surveillance of tuberculosis in Europe– Disponível em Inglês.

Quarta-feira, Março 19, 2008

Feliz Páscoa para todos ...


Na língua portuguesa, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa (celebrada a 23 de Março, este ano) tem a sua origem no hebraico Pessach (significando passagem).

Curiosamente as datas da Páscoa no ano de 2009 será a 12 de Abril enquanto no ano de 2010 será a 4 de Abril.

O CRIANCICES deseja a todos: amigos(as) e visitantes uma ÓPTIMA PÁSCOA!

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Reflectindo ......

"A vida familiar é a nossa primeira escola na aprendizagem emocional: é neste grande caldeirão da intimidade que aprendemos a enfrentar os sentimentos por nós próprios e o modo como os outros reagem aos nossos sentimentos; é aí que aprendemos o que pensar sobre esses sentimentos e as opções que temos quando reagimos, bem como a interpretar e a expressar as esperanças e os medos. Esta escola emocional não funciona só através daquilo que os pais fazem e dizem na sua interacção directa com as crianças, mas também através dos modelos que estabelecem para enfrentarem os seus próprios sentimentos, bem como através dos modelos que transparecem nas suas relações como maridos e mulheres".